Horas antes, o Likud tinha aprovado por unanimidade os seis pontos do relatório de Plesner, que defendia o alistamento progressivo de judeus ultraortodoxos e um adiamento do debate sobre a inclusão dos árabes. No entanto, o Likud recomenda que o debate sobre o alistamento de árabes não demore.
Com os pactos deste domingo, um dia após cerca de 20 mil pessoas irem às ruas de Tel Aviv para reivindicar o "alistamento universal" em Israel, Netanyahu abriu a reunião do Gabinete governamental deste domingo com o anúncio de uma "mudança histórica" de status quo que, em suas palavras, "nem as Forças Armadas, nem a economia e nem a sociedade podem manter".
"Após 64 anos em que o assunto não foi resolvido como deveria, nos encontramos diante de um processo histórico e uma mudança considerável da participação de ultraortodoxos e árabes na distribuição da carga", declarou o premiê, segundo o comunicado de seu escritório.
Netanyahu expressou "compreensão plena" com os que servem ao serviço militar e com suas famílias, e prometeu um sistema de incentivos e penalizações.
O alcance da obrigação domina o debate político israelense nas últimas semanas pela negociação de um texto legal que substitua o anterior, declarado inconstitucional pela Corte Suprema por fazer discriminação entre os jovens do país. O tribunal determinou que o Executivo não renove a lei de isenções no dia 1º de agosto, quando expira a regulamentada há uma década. EFE