ECONOMIA: Cenário econômico nacional

ECONOMIA: Económico nacional

  •   Cenário económico nacional
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    Durante a última década a dívida externa diminuiu consideravelmente, até chegar a zero, e desde 2002 a dívida externa está a crescer positivamente.​​​​​​​​​​

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    ECONOMY: The National Economy ECONOMY: The National Economy
    Foto: I. Sztulman
     
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  • Balança de pagamentos

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    ​O perene déficit na balança comercial é o preço pago pelo "milagre económico", crescer rapidamente e simultaneamente enfrentar outros desafios nacionais. Essa diferença anual entre um alto nível de importações e um volume muito menor de exportações é um indicativo da dependência econômica de recursos estrangeiros. Desse modo, um dos principais objetivos da política económica de todos os governos israelitas tem sido alcançar a "independência económica", ou seja, o ponto em que as exportações financiem as importações.

    Ao longo dos primeiros 48 anos da existência de Israel, esse déficit cresceu continuamente, 45 vezes (a preços atuais): de US$ 222 milhões em 1949 para US$ 10,1 bilhões mil milhões em 1996. No entanto, em termos relativos, o déficit diminuiu de forma sistemática durante esse período, indicando que o problema foi sendo resolvido gradualmente: enquanto em 1950 as exportações financiaram somente 14% das importações, em 1960 essa relação foi de 51% e, em 1996, ficou em 79%. Desde então, o déficit real começou a declinar, caindo para US$ 4,7 mil milhões em 2001 e para apenas US$ 0,7 mil milhões em 2005, representando menos de 1% do comércio total.

    Nos últimos 61 anos, Israel precisou de aproximadamente US$ 176 mil milhões (em valores atuais) para cobrir o déficit comercial anual. Quase dois terços do déficit acumulado vieram de transferências unilaterais, como fundos trazidos por imigrantes, previdência privada estrangeira, doações de organizações judaicas de coleta de fundos no estrangeiro para instituições de serviço social, saúde e educação, e subvenções de governos estrangeiros, especialmente dos Estados Unidos. O restante veio de empréstimos individuais, bancos e governos estrangeiros, que Israel tem reembolsado desde os seus primeiros anos.

     

    A dívida externa cresceu anualmente até 1985; naquele ano, pela primeira vez, emprestou-se menos do que foi pago. Essa tendência positiva reverteu-se por alguns anos até que a dívida externa líquida nacional alcançou um novo recorde de US$ 20,8 mil milhões em 1995. Durante a última década diminuiu consideravelmente, até chegar a zero, e desde 2002 está a crescer positivamente, ou seja, Israel é o credor do "mundo", que deve mais a Israel do que o país deve ao mundo, com uma diferença líquida de US$ 50 mil milhões em 2010.
     

     

    Dívida externa líquida: 1954-2009
    (em U$ milhões - valores atuais)


  • Comércio exterior

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    ​Com um mercado interno relativamente limitado, Israel só pode impulsionar o seu crescimento expandindo as exportações. Muitos dos recursos criativos do país têm sido dedicados ao desenvolvimento das exportações industriais. Esses valores multiplicaram-se 3000 vezes (em preços correntes) durante 56 anos - de US$ 13 milhões em 1950 a US$ 52 milhões em 1955; 1,4 bilhão em 1975, 5,6 bilhões em 1985, para US$ 30,8 bilhões em 2000, até US$ 34,6 bilhões em 2009.

    Nos últimos anos, aproximadamente 85% de todas as importações, totalizando US$ 47,3 bilhões em 2009, foram de matérias primas e combustível.   De todas as importações, 54% vieram da Europa, 17% das Américas, 16% da Ásia e 13% de outros países.

     

     

     

    Exportação e importação de mercadorias (exceto diamantes)

     

     

    As regiões que mais importaram de Israel em 2009 foram a Europa (48,3%), Ásia (21%) e os Estados Unidos (12%). No mesmo ano, 32% das exportações de mercadorias de Israel, no valor de US$ 47,8 bilhões, foram direccionados à Europa, 35% aos Estados Unidos, 20% à Ásia, e os restantes 13% para outros países. Durante a maior parte da década de 90 as exportações industriais de Israel para os EUA excederam as suas importações e desde 2000 se mantêm assim, excluindo-se a exportação de diamantes.

    A capacidade competitiva das exportações israelitas aumentou com a adesão ao Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT, em inglês), através da instituição de uma zona de livre comércio para produtos industriais com a Comunidade Europeia (1975) e para todos os produtos com os Estados Unidos (1985). Dessa maneira, os produtos israelitas podem entrar tanto na União Europeia (UE) quanto nos Estados Unidos isentos de tarifas alfandegárias. Isso permite aos produtores do país o acesso a um mercado 110 vezes maior do que o interno e atrai a Israel investidores desejosos de exportar os seus produtos para a Europa sem pagar impostos. Os investidores israelitas também formaram joint ventures com empresas jordanas e egípcias em zonas industriais especiais que permitem a exportação de produtos duty-free para os EUA e a UE.

    Para ampliar ainda mais as possibilidades de sucesso, empresas locais têm tentado identificar nichos de mercado do comércio internacional onde se possam encaixar. O estabelecimento de joint ventures com indústrias estrangeiras tem muitas vezes combinado as inovações locais, a produção em larga escala e a penetração no mercado das empresas estrangeiras. Foram realizados projetos conjuntos em áreas como eletrónica, software, equipamento médico, impressão e processamento de imagens gráficas. Muitos desses projetos conjuntos são auxiliados na captação de capital para a formação de joint ventures através de estruturas como as seis seguintes fundações binacionais de cooperação ao desenvolvimento e pesquisa, apoiadas pelo respectivo governo: com os EUA (BIRD); com o Canadá (CIIRDF); com Singapura (SIIRD); com a Grã-Bretanha (BRITECH); com a Coreia (KORIL-RDF) e com a Austrália (VISTECH).